quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Acusado de estupro volta à igreja e tem a mão decepada por populares

Uma história digna de cinema. Foi no que se transformou o caso da missionária estuprada dentro de uma igreja evangélica na zona rural de Limeira, na manhã de segunda-feira. O acusado de estuprar a religiosa voltou ao local para matar a mulher, a fim de cumprir a promessa de que se fosse delatado à polícia, daria cabo da vítima. Encontrou pela frente um vigia, com quem entrou em luta corporal e acabou a manhã com a mão decepada por populares que participaram da confusão.
O caso foi mostrado na edição de ontem da Gazeta. A missionária A.R.F., 48 anos, foi violentada sexualmente enquanto orava em seu quarto, que fica num prédio anexo ao da Igreja Assembleia de Deus do Bairro das Areias. Dois homens invadiram o local e, um deles, a estuprou depois de tomar banho. Além do abuso sexual, R$ 500 e alguns pertences da vítima foram levados pelos dois acusados, que fugiram pela estrada da Balsa, sentido Americana. A mulher foi encontrada cerca de três horas depois e socorrida na Unidade Básica de Saúde do município vizinho.
                                     O RETORNO 
Na manhã de ontem, o desempregado E.P.N., 35 anos, voltou à igreja. A polícia acredita que a intenção do rapaz era matar a missionária. Em depoimento à PM no dia do crime, a vítima afirmou que o acusado a mataria se fosse denunciado à polícia.
N., agora sozinho, pulou a cerca da igreja e invadiu mais uma vez o templo. Só que desta vez, quem ele encontrou deitado na cama foi o ajudante geral J.J.S., 29 anos. Ao perceber que havia alguém no templo, S. partiu para cima do invasor, entrou em luta corporal, e espantou N. do templo. Ao sair, o desempregado deu de cara com alguns populares que ouviram o barulho da briga e foram verificar o ocorrido. 
Mesmo depois de tentar fugir, correndo sentido Americana, o acusado foi alcançado e cercado pelos vizinhos em cima da ponte que divide as duas cidades, que fica a cerca de 150 metros do templo. Um dos populares, armado de um facão tentou golpeá-lo na cabeça. Como autodefesa, o desempregado colocou o braço esquerdo na frente e teve a mão decepada. 
Num ato de desespero, o desempregado pulou da ponte que tem aproximadamente dez metros de altura. “Quando ele pulou o pessoal foi atrás dele pela margem do rio, falando que se saísse, estaria morto”, disse uma das testemunhas dos fatos. Ninguém da região quis conversar com a imprensa, mas desde então afirmavam que o desempregado era mesmo o acusado do estupro da religiosa. O desempregado foi retirado do rio a cerca de 200 metros da ponte, por policiais da Rondas Ostensivas com apoio de Motocicleta (Rocam) da Polícia Militar de Americana, que já haviam sido acionados para atender ao caso. Ele foi socorrido pela Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros até o Hospital Municipal Waldemar Tebaldi, no município vizinho.
                                     PRISÃO
Paralelo a este caso, as investigações chefiadas pela delegada Andréa Arnosti Pavan, localizaram o cozinheiro A.L.S.F., 35 anos, dentro de uma clínica de recuperação, onde eles se conheceram, e que fica a cerca de 200 metros da igreja. O cozinheiro confessou a participação no crime, mas não chegou perto da missionária. Ambos foram reconhecidos pela religiosa e tiveram suas prisões temporárias decretadas pela Justiça. A dupla está presa na carceragem da Delegacia Seccional de Limeira. (CG)
Fonte: Gazeta

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